Já deixou de ser novidade a vocação da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) para criar e desenvolver os regulamentos mais esdrúxulos possíveis para suas competições. Em 2021, a Ferj manteve o ritmo. Na 1ª divisão estadual do Rio de Janeiro, o clube que após a 3ª rodada não escalar sua equipe “considerada principal” perderá o valor total da cota fixa de TV.

O artigo 41 diz o seguinte:

“A associação que, sem justo motivo, assim reconhecido pelo DCO da FERJ, após a 3ª Rodada da Taça Guanabara, deixar de utilizar sua equipe considerada principal, perderá o valor correspondente a totalidade de sua cota fixa de direito de transmissão e, caso já as tenha recebido ou não faça jus, pagará uma multa equivalente a esse valor, que será revertida em benefício dos demais clubes participantes do campeonato.”

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A temporada 2021 será transmitida pela TV Record, com orçamento de R$11 milhões, sendo 60% destinados a Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense e os outros 40% aos demais clubes. Já em 2022, a TV Record desembolsará R$15 milhões pelo campeonato, com divisão entre clubes definida da mesma forma.

A questão é, quem hoje em dia sabe por exemplo, qual o time titular do Botafogo? E quem conhecerá essa equipe principal já na 3ª rodada? A mesma coisa vale para o Vasco. Os dois clubes começam a projetar reestruturação -dentro e fora de campo -, visando a Série B do Brasileirão.

Flamengo e Fluminense vivem cenários distintos, brigando por título e vaga direta Libertadores, respectivamente, e tem seus principais atletas mais identificados mais facilmente. Mas aí surge outra questão: quais critérios a federação vai usar pra definir quem deve ou não ser multado por esse artigo? A resposta não aparece no regulamento.

Há que se destacar mais um ponto: os clubes aceitaram e assinaram.

Por: Yan Tavares

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