Caso já esteve no STJD, porém tribunal entendeu que mérito ainda não havia sido julgado e o devolveu ao TJD-RJ. Foto: Reprodução

Análise do plenário vai acontecer de forma virtual, com transmissão aberta ao público. G7 afirma que segue dando apoio jurídico e financeiro no caso.

O julgamento que define a situação do Goytacaz no Campeonato Estadual, acontece na próxima semana. O pleno do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) incluiu nas pautas desta quarta-feira (2) a análise que, desta vez, sacramenta em que divisão o clube da Rua do Gás jogará em 2021.

Em plenário virtual, que acontecerá por meio de videoconferência aberta ao público, será analisado o recurso do Goyta referente à decisão do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ), que determinou por cinco votos a zero, a perda de seis pontos pela escalação de um atleta em situação irregular, em uma partida da Série B1 2020.

Com a punição, o Alvianil caiu do 8º para o 12º lugar na tabela geral da competição. O que coloca o time campista na 3ª divisão em 2021.

Isso por conta da nova distribuição das divisões do Carioca, válida a partir deste ano. Nela, apenas as equipes que ficaram entre a 3ª e a 8ª posição em 2020, se mantiveram na Segunda Divisão, agora denominada Série A2. Elas se juntam às cinco remanescentes da última Seletiva, mais a pior colocada da Série A 2021.

Agremiações que terminaram entre 9º e 15º – caso do Goytacaz após a punição -, vão jogar a B1, agora Terceira Divisão. Os dois últimos, rumaram à B2 – quarta de cinco divisões do Carioca 2021.

O plenário da quarta-feira tem início marcado para 10h e o caso do Goytacaz é o terceiro pautado. A avaliação terá como auditor relator, Sérgio Leal Martinez. Foi dele a sentença que no ultimo dia 18, indeferiu (aqui) o pedido de efeito suspensivo do Goyta e o manteve fora da tabela da Segundona. Atualmente, é o Audax o dono da vaga.

Caminhando para o fim da parceria de gestão do futebol alvianil, a G7 Football Investment afirma que manterá o apoio ao clube nesta causa.

“Quanto a isso, total suporte. Mesmo a gente estando de saída após a decisão por parte do Goytacaz pela quebra de contrato, continuaremos apoiando até o fim do caso”, afirmou Tiago Guadagno, responsável pela empresa gestora.

Em entrevista coletiva concedida (aqui) em 13 de maio, o diretor jurídico da G7, Alexey Dantas, ressaltou que todo o caso vem sendo custeado pela empresa – como aliás, é determinado em contrato de 10 anos assinado (aqui) pelas partes.

Foto: Rodrigo Silveira / Folha1

– O cenário real para a reversão não é simples. Mas seguiremos defendendo os interesses do clube junto ao STJD, independente de notificação (de rompimento do contrato). Continuaremos empenhados nesta causa, contando com o excelente trabalho da Dra. Bárbara (Petrucci), custeada inteiramente pela G7 – declarou.

Uma semana depois, o presidente do clube, Dartagnan Fernandes, também se pronunciou à imprensa e falou (aqui) sobre o caso:

Foto: Rodrigo Silveira / Folha1

– Não acredito mais em resultado positivo nesse sentido. Eles (grupo G7) estão dizendo que tem uma tese muito boa. Deus queira que aconteça um grande milagre e os auditores que vão julgar o caso no STJD, vistam uma camisa azul por baixo. Porque infelizmente é muita delicada a nossa posição. O clube não merecia descer. Fizemos o resultado em campo sim, mas o Goytacaz errou em sua parte administrativa. E quem erra, tem que pagar pelo que fez – pontuou o mandatário.

Caso o descenso se confirme, o Goytacaz Futebol Clube voltará a jogar a 3ª divisão do Estadual após 10 anos. A competição tem início previsto para setembro. Já a Série A2, começa no próximo sábado (5).

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